Da série: crítica, razão e falta de informação

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Nenhum governo subsiste ao lado de pessoas que só pensam da mesma forma. A ruína é iminente e a desaprovação popular também. Caminhar somente ao lado de quem comunga da mesma ideia não é uma atitude acertada, tendo em vista as diferentes percepções de vida.

E é aí que entram dois personagens:
– oposição
– críticos

O primeiro, em suma, é importante na fiscalização da administração e os atos dos governantes. Isso inclui servir como agente capaz de aperfeiçoas as ideias do governo, ser catalisador das demandas e insatisfações populares.

Já o segundo, o crítico, embora não esteja investido de autoridade legislativa, é necessário à boa desenvoltura de uma gestão.
Não se pode confiar somente à oposição a função de catalisar as insatisfações populares. Há quem faça parte da situação e ainda assim faça boas críticas.

Contudo, “oposição” e os “críticos” só devem ser levados a sério quando buscam um fim comum: o desenvolvimento/solução da questão ora apontada.

E em Casimiro?

A situação é parecida como em qualquer outra cidade do país. Existem aqueles que opõem-se e criticam buscando o desenvolvimento e a solução da questão, mas têm os baderneiros que fazem barulho em busca de holofotes e não se importam nem um pouco com o crescimento do município.

A onda da vez é o grito eufórico, aquele que soa com pouca informação e nenhuma razão: o município é rico, a receita dele é de tantos milhões.
Uma crítica assim não pode ser levada a sério, a começar pela rasa argumentação de que determinado “lugar” é rico por auferir determinado valor em receita.

Esquecem-se que ao lado da receita municipal, caminham as despesas. Não se pode dizer que um município é rico sem ter em mente quanto se gasta com educação; saúde; pagamento do funcionalismo público; infraestrutura etc.
Na verdade, em nenhuma hipótese pode-se dizer que o município é rico porque isso não faz o menor sentido, a menos que o crítico esteja na quinta série.

Não é difícil de se encontrar nos perfis da vida, pessoas afirmando que o problema de uma suposta linha da pobreza em Casimiro se dá por conta das ações do executivo.

Nos dias atuais a ignorância não pode mais ser aceita, tendo em vista o grande número de informações que estão espalhadas por todo canto. É só correr atrás e estudar. Da mesma forma que se faz uso das redes para expor desagrados de forma rasa, pode-se utilizá-la também para se informar e trazer razão às críticas que, sem dúvidas, são recebidas de bom grado por quem quer que seja quando bem feitas.

A grama do vizinho sempre será mais verde, bem como sempre será fácil de se enxergar problemas em determinado lugar, onde, supostamente, em um outro este mesmo problema inexiste.

E há duas formas de se resolver isso:
– juntar esforços com quem está à frente a fim de buscar o desenvolvimento/solução do problema;
– agir de forma sensacionalista, com o objetivo de conseguir holofotes, e ser só mais um crítico sem a menor ideia do que está fazendo.
O segundo, infelizmente, tem se feito presente em Casimiro.

E cabe a nós, população, abrirmos os nossos olhos e enxergamos aqueles que de fato querem fazer o bem, e aqueles que utilizam de seus espaços – e seguidores – para instaurarem o caos, sem nada a contribuir.

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