Com as contas rejeitadas no TCE, ex-prefeito Antonio Marcos tenta articular virada de mesa

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O mecanismo para escapar da Justiça e se perpetuar no poder. A arte imita a vida (e vice-versa)

Um verdadeiro escárnio com a população de Casimiro de Abreu. Assim pode ser definida a conduta do ex-prefeito Antônio Marcos, que vem promovendo “encontros” em seu sítio para tentar se livrar de uma possível inelegibilidade causada pela rejeição das contas de seu último ano como chefe do executivo no município, em 2016.

Segundo fontes confirmaram à Folha, vereadores de Casimiro de Abreu e um blogueiro local compareceram a diversas reuniões na propriedade do ex-prefeito, que tem buscado maneiras pouco ortodoxas para escapar do parecer contrário emitido pelo Tribunal de Contas do Estado a seu respeito.

A decisão final sobre a irresponsabilidade financeira de Antônio está nas mãos da Câmara Municipal. Por isso, o ex-mandatário começou a aliciar as partes envolvidas no caso, “solicitando” um voto contrário ao parecer. Para escapar da condenação, o ex-prefeito precisa de 6 votos.

Por fim, mas não menos importante, outro assunto tem sido pauta nas conferências do sítio do ex-prefeito: a articulação para substituir o atual presidente da Câmara Municipal, Rafael Jardim.

ENTENDA O PARECER CONTRÁRIO DO TCE QUE PODE DEIXAR ANTÔNIO INELEGÍVEL

O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), no dia 2 de fevereiro de 2018, emitiu parecer prévio contrário às contas do município de Casimiro de Abreu do exercício 2016, último ano de mandato do ex-prefeito Antônio Marcos.

Segundo o conselheiro Rodrigo Melo do Nascimento, a gestão de Antônio acumulou duas irregularidades, 15 impropriedades e 17 determinações. O déficit financeiro deixado é ainda mais alarmante: o ex-mandatário tomou posse com cerca de R$56 milhões em caixa e deixou a prefeitura com um prejuízo de mais de R$18 milhões, sem apresentar as mínimas condições de pagamento deste valor.

ACÚMULO DE IRREGULARIDADES

Não custa nada lembrar: o ex-prefeito já estava sem condições de disputar eleições, também por 8 anos, em função da cassação de seu registro pelo TRE. Em 2016, o até então chefe do Executivo municipal promoveu uma reunião com servidores públicos, indicando o voto no seu possível sucessor, Fábio Kiffer.

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