Falta de merenda, salas lotadas, demissão de funcionários: o drama do Colégio Estadual Casimiro de Abreu

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Negligência do estado tem afetado rotina dos estudantes em Casimiro (Foto: Sepe Rio das Ostras/Casimiro de Abreu).

O dia a dia de alunos, professores e funcionários do Colégio Estadual Casimiro de Abreu não tem sido fácil. Os problemas na unidade escolar se acumulam sem qualquer previsão de solução e o Governo do Estado segue de braços cruzados, agindo de forma negligente.

A Folha apurou que os alunos estão sendo liberados mais cedo em função da falta de merenda na escola e que não há uniformes disponíveis. A falta de repasses provenientes do estado (desde novembro de 2017) para a compra dos alimentos e das roupas é a principal causa.

Muitas salas encontram-se ocupadas para além de sua capacidade, comportando mais de 40 alunos onde deveria haver, segundo a lei, no máximo 36.

No quadro de funcionários, as demissões aparecem como o grande problema. Dos 12 servidores ativos no passado, apenas 4 conseguiram se manter.

Já na infraestrutura, fontes relatam que funcionários do Governo do Estado foram enviados para o colégio com a missão de instalar ar-condicionados nas salas, mas não o fizeram em razão da estrutura da escola, que não estaria apta. O pior veio depois: a unidade consta como “climatizada” pela equipe do governo nos dados oficiais.

Sem qualquer perspectiva de melhora, a unidade escolar agoniza, prejudicando o futuro de muitos alunos. A Folha deixa o espaço aberto para a direção do colégio e para o Governo do Estado se manifestarem.

*O Colégio Estadual Casimiro de Abreu fica na Rua Padre Francisco Maria Tales, 2 – Nossa Sra. Saude, sede/Casimiro de Abreu.

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