Violência sem fim: região metropolitana do Rio registra 640 confrontos só em janeiro e escancara onda de criminalidade em todo o estado

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Tentativa de assalto na Linha Amarela e mais uma ocorrência para a estatística (Foto: Custódio Coimbra / Agência O Globo)

O aumento da criminalidade não é exclusividade de Casimiro de Abreu. Ontem, no Rio, as duas faixas da Linha Amarela foram fechadas devido a mais um tiroteio no local, causando desespero nos motoristas que por lá passavam na hora. Escondidas na casa de desconhecidos ou abaixados no chão, as vítimas ficam jogadas à própria sorte, diante de um cenário que já dura meses.

Segundo dados do jornal O Globo, a Região Metropolitana do Rio de Janeiro registrou absurdos 640 confrontos apenas no mês de janeiro, mais do que o dobro computado em 2017 (317). A média de tiroteios no local também é assustadora: 20 por dia.

Na Cidade de Deus, os confrontos já são rotina há três meses. Nesta quarta-feira (31), em função da morte de um dos chefes do tráfico local, bandidos deram início a mais um ato de violência, em resposta à ação policial. A situação é cíclica: quando um bandido é morto, seus amigos reagem; quando um pm é morto, seus colegas de farda também. E a guerra parece não ter fim.

Outro dado alarmante na CDD: apenas em janeiro, foram registrados 42 tiroteios na comunidade. Além das vítimas fatais, toda a rotina de moradores e pessoas que têm que passar pelo local e suas vias de acesso é alterada, implicando ausência no trabalho, escolas fechadas e trânsito congestionado.

A zona metropolitana é apenas um recorte mais agudo do cenário de terror que tomou conta de todo o estado do Rio. O governador Pezão, incapaz de bolar uma solução, joga a culpa em Brasília, afirmando que a pediu ajuda para a União e que ela não deu. Diz ele que não tem como competir com o arsenal de armas dos bandidos.

Para além do confronto, falta investimentos nos setores de inteligência policial, para que se possa pensar em políticas de prevenção e operações cirúrgicas, indo direto ao cerne do problema. A violência desenfreada na capital acaba respingando nos municípios menores, como Casimiro, gerando índices nunca antes vistos. O deslocamento de efetivo policial das cidades fluminenses para o Rio foi extremamente inconsequente, não resolvendo o problema e criando outros.

O caos na segurança pública precisa acabar e deve ser tratado como prioridade, para o bem de toda a população do estado do Rio de Janeiro. De norte a sul, todos só pedem uma coisa: paz.

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