Quem acabou com o transporte universitário em Casimiro de Abreu?

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A pauta é recorrente em Casimiro de Abreu: quando o transporte universitário irá retornar? Tanto em sessões legislativas quanto nas discussões em blogs nas redes sociais, o assunto é tratado como um dos principais problemas do município e, com a dificuldade de se resolver o problema, soluções fáceis e apontamento de culpados pipocam em comentários, postagens e pronunciamentos. A principal pergunta, porém, tem sido pouco explorada: afinal, quem foi o responsável pelo fim do transporte dos estudantes em Casimiro de Abreu?

A Folha teve acesso aos contratos assinados pela antiga gestão municipal, comandada pelo ex-prefeito Antonio Marcos, com a empresa ESX Rio das Ostras Transporte e Turismo Ltda, a responsável pelo transporte universitário até então. No último ano do segundo governo de Antônio, com o município totalmente quebrado pela péssima administração presente à época, a prefeitura começou a atrasar pagamentos à empresa. Sem receber os valores referentes aos meses de julho, agosto, setembro e outubro, a ESX decidiu suspender o serviço prestado e entrou com uma Notificação Extrajudicial contra Antonio e seus asseclas.

Tentando escapar ileso da situação, o secretário de Ordem Pública e Defesa Civil da época buscou rescindir o contrato com a empresa. A ideia não deu certo, já que a decisão cabia à Procuradoria e esta, ao ficar ciente de todo o imbróglio, negou o pedido de rescisão, afirmando que não havia inadimplência da empresa para com a Prefeitura e sim o contrário.

Trocando em miúdos: não só Antonio Marcos encerrou o transporte universitário em Casimiro de Abreu, como ainda deixou uma dívida de QUATRO MESES para a atual gestão pagar. Ao que parece, essas informações não são muito relevantes para os blogs e vereadores de oposição, que jogam a culpa pelo fim do transporte universitário, de forma demagógica e irresponsável,  em cima do prefeito Paulo Dames.

Inelegível pelos próximos oito anos, Antonio Marcos deixou uma espécie de “herança maldita” para a administração atual. Depois de descobertas a dívida milionária com a Enel no setor elétrico e os gastos exorbitantes durante as Festas de Setembro, o calote na empresa de transportes é o mais novo e triste capítulo da administração passada.

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