Acabou a farra com o dinheiro público na Festa de Setembro

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A Festa de Setembro de 2017, em Casimiro de Abreu, será totalmente financiada pela iniciativa privada, através das empresas Raça Eventos e Cocobongo. Mas, as coisas nem sempre foram assim. A Folha de Casimiro obteve acesso aos gastos das últimas três edições realizadas, em 2014, 2013 e 2012, durante o segundo mandato do ex-prefeito Antonio Marcos.

Em 2012, a EXPO gastou cerca de 3 milhões de reais de dinheiro público. Entre os “luxos”, estavam os gastos com showbol (R$130.000,00) e fogos de artifício (R$110.186,00).

Um ano depois, o orçamento foi menor (passou de cerca de R$2.800.000,00 para cerca de R$2.400.000,00), mas os valores utilizados em determinadas áreas seguiram altíssimos. Novamente, os fogos de artifício abocanharam grande parte da folha, consumindo R$134.000,00 de dinheiro público.

2014 registrou o recorde de gastos do evento: R$2.897.218,00. O curioso é que, nesta edição, os custos com shows, principal despesa do evento, diminuíram, ao passo que os custos com cobertura fotográfica passaram de R$15.100,00 para R$135.072,00, em um aumento de 800%. Os fogos, sempre eles, consumiram R$153.000,00 dessa vez.

Outra realidade
Segundo dados obtidos através do site da Prefeitura de Casimiro de Abreu, a empresa vencedora da licitação de 2017, além de arcar com todos os custos, ainda pagou R$15.100,00 para poder utilizar o espaço da festa. Os únicos gastos com o evento que sairão dos cofres públicos serão os R$230.000,00 utilizados na reforma do Parque de Exposição, que é um patrimônio do município. O espaço, que será usado para diversos outros eventos no futuro, foi abandonado durante o governo Antonio Marcos, se deteriorando e tendo seus equipamentos roubados.

A evolução é nítida: se antes, em um ano, a prefeitura despejava milhões na festa, a partir da edição de 2017, o panorama é outro. A atual gestão busca, dentro de suas possibilidades e em um contexto nacional de crise econômica, retornar com uma das mais tradicionais celebrações de Casimiro de Abreu. Resta saber se o modelo dará certo, mas, pelas previsões e sem fogos de artifício, a tendência é de que a parceria entre o público e o privado se mostre positiva e duradoura.

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