III Edição do projeto “Chá e Poesia” reúne amantes da literatura em Barra de São João

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A tarde desta terça-feira (05), no Museu “Casa de Casimiro de Abreu”, em Barra de São
João, foi de muita poesia, poema, conto, música e outras formas de expressar a arte.
Cerca de 50 pessoas se reuniram para participar da 3ª Edição do projeto “Chá e Poesia”
que já vira tradição nas primeiras terças-feiras de cada mês.

– O objetivo é trazer o resgate da cultura e proporcionar um momento de arte através da
poesia, do poema, como também da música, do conto, entre outros. Isso se deve ao local
ser propício e às pessoas aptas a receberem essa proposta de promover tardes culturais.
É muito importante para que a cultura de Barra de São João seja difundida e
preservada – disse a representante da Fundação Cultural em Barra de São João, Maria
de Fátima Pereira Canêjo Francisco.

Durante um depoimento e outro, cada participante contou sua trajetória e de como
surgiu a vontade de escrever e recitar. É o caso da orientadora educacional aposentada,
Lucir Gomes. Moradora de Barra de São João, ela participa sempre de eventos de arte
que acontecem no distrito.

Dona Lucir Gomes participando do evento cultural

– Faço parte do Projeto Renascer do CRAS local e foi lá que fiquei sabendo dessas tardes literárias aqui no museu. Gosto de recitar poesias e aqui nesse projeto é minha oportunidade de expressar. Digo que posso sair de Barra, mas Barra nunca sairá de mim. Gosto muito daqui.

Já o administrador aposentado Gelson Amaro Braga, morador de São Gonçalo, diz que
foi surpreendido pelo evento uns meses atrás.

– Minha filha mora em Rio das Ostras, que é aqui do lado e passando pela praça no
começo de julho, fiquei sabendo desse projeto, mas, na época, infelizmente não deu para
participar. Hoje, estou novamente em Barra e não podia deixar de vir. Isso aqui é
maravilhoso e essa tarde de poesia e chá é espetacular. Gosto de recitar poemas e tenho
vários deles. Penso futuramente em trazer para cá um projeto de resgate cultural.

Muitas pessoas aproveitam um momento de cultura para dar vazão à arte que mantêm
nas “veias”. É o caso do professor aposentado Almir Moreira Gomes. Para ele, que
sempre lidou com a área técnica, recitar uma poesia é dar um alívio à alma.

Seu Almir Moreira Gomes, recitando uma de suas poesias, na III Edição do Projeto “Chá e Poesia” de Barra de São João

– Sou macaense, mas há anos vivo entre Barra de São João e Cabo Frio. Gosto muito de arte e devo ter umas 300 poesias de minha autoria. Só sobre Casimiro de Abreu, deve ter umas 30. Vou destacar aqui que a cultura tem que ser levada principalmente para os jovens. É preciso fazer esse resgate, tirar um pouco o jovem da internet e levá-lo mais para os livros, para os poemas, para o papel. Vejo que só assim a cultura irá prevalecer por
muito tempo ainda. Gostaria de formar aqui um grupo de serenata, como havia
antigamente, isso seria muito bom.

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